Guia para quem está decidindo

Bater ponto pelo celular

Atualizado em 11 de outubro de 2026

Bater ponto pelo celular troca o relógio na parede pelo aparelho que o funcionário já tem no bolso. O que decide se funciona é o que o sistema entrega no dia em que alguém discorda da folha: comprovante, registro que não se altera e prova de quem bateu.

Dá para bater ponto pelo celular?

Dá. O registro eletrônico por aplicativo é uma das formas de controle de jornada tratadas na Portaria MTP nº 671/2021, sob o nome de registrador eletrônico de ponto por programa (REP-P). A condição é que o sistema atenda aos requisitos da portaria, e quem responde pela escolha é a empresa. Por isso vale confirmar com o contador ou com um advogado trabalhista antes de adotar.

O baterponto atende à Portaria 671?

O baterponto é um registrador eletrônico de ponto por programa (REP-P), nos termos da Portaria MTP nº 671/2021: cada batida gera comprovante com NSR e o registro não pode ser apagado nem alterado. Não existe homologação nem certificação do Ministério para esse tipo de registrador, e por isso não afirmamos nenhuma. Confirme com o seu contador se o modelo atende à situação da sua empresa.

O que conferir ao escolher um aplicativo de ponto?

Quatro coisas, em ordem de importância. Se o funcionário recebe comprovante da batida na hora. Se a marcação pode ser alterada ou apagada depois — o certo é que não possa. Como o sistema sabe quem bateu. E o que acontece quando o celular está sem internet. O que um sistema de ponto entrega, no fim, é a prova do que aconteceu: se alguma dessas respostas for fraca, a prova também é.

O funcionário recebe comprovante?

Recebe. No baterponto o comprovante aparece na tela do próprio funcionário no mesmo segundo da batida, com o NSR — o Número Sequencial de Registro, que identifica aquela marcação.

Alguém consegue apagar ou editar uma batida?

No baterponto, ninguém apaga uma batida. A correção existe como pedido do funcionário, que o gestor aprova ou recusa, e o histórico guarda o antes e o depois. Quem classifica a marcação como entrada ou saída é o servidor, pela sequência do dia, e não a pessoa que está batendo.

Como saber se quem bateu é a pessoa certa?

Quando a empresa liga a exigência, a batida pede uma selfie com prova de vida em dois passos. A marcação também guarda se a pessoa estava dentro da área do trabalho, a chamada geofence. As duas coisas são opcionais e ficam registradas com a batida.

E se o celular estiver sem internet?

A batida entra numa fila no aparelho com a hora real preservada e sincroniza quando a conexão volta. Isso importa em obra, subsolo, galpão e área rural, onde a falha de sinal é rotina.

O funcionário é obrigado a usar o próprio celular?

Em geral, o uso do aparelho pessoal depende de acordo entre as partes, e o assunto costuma envolver consentimento e custo de internet. Para quem não tem celular ou não quer usar o próprio, o baterponto tem o modo kiosk: um tablet na entrada atende a equipe.

Quanto custa bater ponto pelo celular?

R$ 4,90 por pessoa que bate ponto, por mês, e grátis até 2 pessoas. Sem faixa de preço, sem implantação e sem fidelidade.

O que o baterponto não faz?

Não existe integração pronta com folha de pagamento, não existe envio de eSocial e o app não manda notificação push. Também não divulgamos número de clientes nem certificação, porque o produto é novo e não temos nenhuma para afirmar.

Este texto é orientação jurídica?

Não. É um texto informativo, atualizado em 11 de outubro de 2026, e a lei muda. A decisão de adotar o ponto pelo celular deve passar por quem responde juridicamente pela empresa.