Registro de ponto por exceção
Atualizado em 11 de outubro de 2026
Registrar só as exceções em vez de toda batida parece simples e barato. O que decide se vale a pena é o que a lei exige para adotar o modelo e o que a empresa terá nas mãos no dia em que alguém discordar da folha.
O que é registro de ponto por exceção?
É o modelo em que a jornada regular é presumida e o empregado só anota o que foge dela: atraso, falta, hora extra, saída antecipada. Em vez de marcar toda entrada e toda saída, o dia normal fica sem marcação e só a exceção é registrada.
A lei permite?
Permite, com condição. A Lei da Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019) incluiu o § 4º no art. 74 da CLT, que autoriza o registro por exceção à jornada regular mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Sem um desses instrumentos, o modelo não tem base.
Funciona para qualquer empresa?
Tende a funcionar só onde existe uma jornada regular de verdade, igual todos os dias. Com turnos, escala 12x36, revezamento, trabalho externo ou horário que muda toda semana, fica difícil dizer o que é a regra e o que é a exceção — e é justamente a regra que o modelo presume.
Onde o registro por exceção costuma dar problema?
Na hora de provar a jornada. Em uma reclamatória, a empresa com mais de 20 empregados precisa apresentar o controle de jornada, e a falta dele pode levar a jornada alegada pelo empregado a ser presumida verdadeira (Súmula 338 do TST). Registrar só as exceções significa não ter prova dos dias normais, e a jurisprudência sobre o método não é pacífica. Confirme com seu contador ou advogado trabalhista antes de adotar.
Qual é a alternativa?
Registrar toda batida. No baterponto o funcionário bate pelo celular que já tem, o comprovante aparece na tela dele no mesmo segundo, com o NSR — o Número Sequencial de Registro —, e ninguém apaga uma marcação: a correção existe como pedido do funcionário, aprovado pelo gestor, com o antes e o depois no histórico. Com o dia inteiro registrado, não sobra discussão sobre o que era exceção.
O baterponto serve para quem adota o registro por exceção?
Não é esse o modelo dele. O baterponto registra cada batida; ele não é um sistema de registro por exceção. Se o acordo da sua empresa prevê só a anotação de exceções, o app não é a ferramenta. Se a empresa quer sair desse modelo e passar a ter o registro completo, é para isso que ele serve.
Quanto custa registrar toda batida?
R$ 4,90 por pessoa que bate ponto, por mês, e grátis até 2 pessoas. Sem faixa de preço, sem implantação e sem fidelidade.
Este texto é orientação jurídica?
Não. É um texto informativo, atualizado em 11 de outubro de 2026, e a lei e a jurisprudência mudam. A decisão de adotar ou não o registro por exceção deve passar por quem responde juridicamente pela empresa.
Quer ver como fica registrar toda batida pelo celular? Veja o app funcionando ou leia as perguntas antes de escolher um controle de ponto. Dúvida que não está aqui? mande no WhatsApp.